20 agosto 2009

Falaste-me num estado de alma


Falas-te em solidão.
Uma conversa vulgar, um momento sem enquadramento,
Sem pretensões em que se fala de nós mesmos,
Sem querer saber se os ouvintes estão interessados no diálogo.

- Sinto-me inútil, subestimada….sinto-me só!

O desabafo atingiu-me como um flash agressivo.
Não podias ver a minha expressão, fixei o vazio sem qualquer pensamento!

- Sinto-me só…
O som repetia-se em mim…pouco te disse.
Podia ter falado que esse sentimento está em mim,
Gritante como o grito das gaivotas ao planarem sobre o mar…

Lá sabes como engulo a vontade de começar qualquer discussão sem sentido,
Dizer que sou subestimada, incompreendida.
Gritar como são hipócritas as afirmações racionais dos outros,
Desmascarar os semblantes compostos de fazer de conta…

Patético este anfiteatro da vida!

Sinto-me só, o ser mais solitário do mundo…mas não sou!
Só me sinto só..

Imploro ás forças que se encarregam de gerir estes sentimentos,
Que não prolonguem indefinidamente o buraco negro do desalento.

E que venha uma taça de gelado!

(Para ti rosita)
myspace comments

6 comentários:

  1. E quantas não são as vezes que estamos só sem estarmos, que vemos os outros sós cobertos em multidões...
    Quantas vezes não apetece gritar pela alma gémea que não aparece, e pela compreensão do nosso Ser que ninguém encontra.
    Quantas vezes observamos sem encontrar ninguém?!...

    Catarina Portela em http://vidacomoteatro.blogs.sapo.pt/

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  2. Gosto de ver que continuas minha leitora.
    Obrigada!

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  3. Não estava á espera do que fizeste... Eu própria não faria melhor e devo dizer-te que se encaixa perfeitamente no que sinto neste momento da minha vida!! Obrigado por seres minha amiga

    Um beijinho grande da Rosita

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  4. Na vida existem mais fases que as da lua!

    Uma maiores que as outras...
    Um beijo.

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  5. Revi-me nestas suas palavras.
    Este texto é absolutamente extraordinário!
    Se o seu comentário (impreciso...) que me
    deixou no blog
    queria chamar a minha atenção para o seu, o objectivo foi conseguido.
    Só que eu gosto de referir claramente
    quando gosto de um texto.
    As divagações podem deixar-nos milhões
    de dúvidas e para (dúvidas...) já
    basta as que tenho...!
    Gostei repito, deste seu texto.
    As maiores felicidades!
    Vóny Ferreira

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  6. Obrigada pelo seu comentário.
    Ainda bem que chamei a sua atenção, mas não foi intencional,foi, sim, porque gostei muito do seu poema e tb me revi nele.
    Um beijo

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