17 agosto 2009

Pelicula

Quantas vezes já acontecera,
Não sabia explicar!
Não, não era a primeira vez!
Aquela imagem difusa,Como a película de um filme antigo…

Inesperadamente a reminiscência de uma estrada traiçoeira…
Aquela arrepiante curva seguida de uma paisagem selvagem e bela,
Diferente de tudo, linda, perturbadora!

Ali, nada era igual!
Deixava-se encantar pela melodia que pairava no vento…
Como o som da flauta do encantador…

Em silêncio, como uma estranha fugida há muito,
Confundia-se com a paisagem de forma, inequivocamente, despercebida.
A única pessoa existente no Cosmos, indiferente a tudo!
Indiferença…Uma frieza que parecia enfeitiça-la … Seguia a melodia..

Como uma estranha fugida há muito, voltava!

Ficava sentada, submissa, em silêncio,
Esquecida como uma velha tela inacabada, guardada a um canto durante anos…

- Que estaria a fazer naquela velha tela?

Como uma estranha, só um rosto, um vulto indistinto…

4 comentários:

  1. Palavras mágicas tocantes...
    Intrigantes quando pensando em tudo o que fica inacabado numa vida...

    Catarina Portela http://vidacomoteatro.blogs.sapo.pt/

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  2. Nem sempre falamos de nós, tb do que observamos.
    Obrigado catarina:

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  3. olá querida coloquei seu blog em meus seguidores bjo

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