01 agosto 2010

Bonequinhas - Poemas sociais - Poemas e Cartas - Luso-Poemas

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Uma critica social, muito bem feita por alguém muito jovem.
É para ler e reflectir!

18 junho 2010

COMO UM ESPELHO..

Vejo sorrisos que me chamam,
Vejo sorrisos que me afastam
Na minha escolho, nada ao calha,
Sorrio para o rosto mais espelhado,
Mas que é reservado…
Como um espelho baço desvendando
aos poucos e sem pressas
O reflexo indistinto de algo.
Um sorriso que perdura
ou simplesmente se transforma num
 olhar …
Um sorriso apenas !


(anatomia- originais 2010)






10 junho 2010

Momento


Nostálgico momento e inquieto,
Cada lado de mim parado,
Transposto para além do tempo,
Num enigma de imagens e pensamentos
Rebuscados de felicidade e pânico.
Da consciência inquieta do bem e do nefasto,
A raiz da minha inquietação,
como um lugar longínquo e descampado…
Eu, perante a minha própria nudez de sentimentos que não sossegam,
Que não se contentam com tanta mesquinhez,
Voam
para firmamentos iluminados com cores vivas e sóis incandescentes.
O salto da alma para além do mundo pequenino onde estou amargurada.
A consciência da vontade insana de pegar uma nesga de liberdade
E a verdade na minha alma!

(anatomia - originais 2010)

03 junho 2010



Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Fernando Pessoa

10 abril 2010

Tempo demais à espera!


Tempo demais há espera de gestos,
Manifestação de alguma coisa válida,
Diálogos ou apenas frases com conteúdo…Emoções positivas.
Alguma coisa que de pequena fosse enorme!
Mas só frieza ou ignorante prepotência.
Altivez de missão cumprida, da sabedoria universal.

 O tempo gastou os gestos do “faz de conta”

Desnudou o rosto..

Nem véu, nem burca…

As tuas certezas aí estão!
Um nada de tudo, o abismo cavado do desencanto,
A incapacidade de dissimular,
Frio só frio, a certeza de não sentir!
Mas…
Vem nos mesmos gestos, na mesma intenção do “faz de conta”
Olhos tristes de dor marcada e profunda, tresmalhado..
Enfaticamente pronúncia palavras de incompreensão

Tornou-se vitima ..
Ditadura do básico sentimento..

Aparente normalidade ..
Mas…

O tempo gastou os gestos do”faz de conta”..
Um nada de tudo…Do abismo gigantesco..
Na teia, confunde-se a presa e o predador.

Anatomia.
Originais 2009

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Um mundo de esperança..