12 junho 2011

Há tanto tempo!

Hoje as palavras que saíram, não foram as que habitam na alma,
Mas foram as necessárias!
Um encontro inesperado, por mero acaso!
O teu olhar estava triste, não eram sombras, a tristeza era evidente!
Quase um olhar pesado..
Disfarçada a tristeza numa desculpa de cansaço, numa vida sedentária e repetida, mas nesse rosto estava um coração quebrado.
Hesitas, queres falar, mas fechaste, arriscas uma pergunta que não saiu sem mágoa.

Então e tu? Está tudo bem contigo?
A minha resposta teve a mesma hipocrisia da tua:
- Tal como dizes, vamos andando.. Mas sim está tudo bem.. É teu filho? (para um menino que segurava pela mão).
- Sim.
-É bonito, então como te chamas (perguntei ao menino), obtive a devida resposta e comentei que o meu rebento já era bem mais velho.
O tempo passa, pois passa!
Repetiu-se a pergunta, mas está tudo bem?
As respostas foram as mesmas…hesitaste mais uma vez.
Nada ali conseguia esconder a tristeza nos olhares…
Não podia incentivar o assunto, não podia porque um sentimento magoado deve ficar no sítio certo, lá atrás!
No entanto devia falar, mas também acho que não devia…
Lá fomos cada um para o seu lado, cada um para o seu presente e um peso enorme na alma!
Vi de novo uma grande solidão no teu olhar!
Queria dizer o quanto lamento ter-te magoado pelo simples facto de eu existir, tenho muitas coisas que gostava de te dizer, principalmente o quanto avalio o teu sentimento, porque hoje, tenho sobretudo, desilusão dentro de mim.

(Anatomiadoreal 2011)



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